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DIÁRIO DE VIAGEM - Vitória | Vila Velha | Santa Teresa

De 07 a 11 de julho 2026


Dia 1 – O Despertar de uma Jornada: Rumo a Vitória

A expectativa era tanta que o sono mal encontrou espaço na noite que antecedeu nossa partida. Às quatro da manhã, a van já apontava na rua. Parada por parada, o grupo foi se reunindo, rostos sonolentos misturados ao entusiasmo do que estava por vir.

No aeroporto, o encontro com o restante dos viajantes selou o início da nossa jornada. O voo seguiu tranquilo e, ao pousarmos em Vitória, fomos recebidos por um dia luminoso, de sol moderado — aquele inverno acolhedor que só o Sudeste sabe oferecer.

Após o check-in no Hotel Golden Tulip, estrategicamente localizado na orla, saímos ansiosos para conhecer a cidade. Nossa primeira parada foi o tradicional Restaurante Pirão. Ali mergulhamos na autêntica culinária capixaba com a famosa moqueca. A recepção foi tão calorosa que a equipe nos presenteou com aventais personalizados. Entre risadas e brincadeiras, registramos nossa primeira foto oficial. A sensação era de que já estávamos em casa.

À tarde, a arquitetura começou a revelar suas histórias. Visitamos a Catedral Metropolitana, um imponente exemplar neogótico que domina o Centro Histórico. O contraste entre a robustez da fachada e a delicadeza da luz atravessando os vitrais criava um ambiente de contemplação.

Seguimos então para o Palácio Anchieta. No início da noite, sua fachada iluminada valorizava cada detalhe da arquitetura. Caminhar por suas escadarias enquanto o mar surgia ao fundo foi um daqueles momentos em que a cidade parece conversar silenciosamente com seus visitantes.

Encerramos o dia passeando pelas ruas do centro e dividindo as primeiras impressões durante o jantar no hotel. A ansiedade agora tinha outro destino: as montanhas capixabas.


Dia 2 – Entre o Verde da Serra e a Espiritualidade de Ibiraçu



O dia amanheceu com um café da manhã generoso. Logo embarcamos rumo a Santa Teresa.

Pela janela, o cenário mudava completamente. As montanhas surgiam cobertas por um verde intenso, enquanto cafezais em flor desenhavam as encostas. Fizemos uma rápida parada para um café passado na hora, acompanhado de queijos e doces artesanais — pequenas tradições que fazem toda diferença em uma viagem.

Nossa manhã começou em uma vinícola local. Entre degustações e boas conversas, um espumante de jabuticaba roubou a cena e surpreendeu até os paladares mais exigentes.

Depois caminhamos pela charmosa Rua Direita antes do almoço em uma típica cantina italiana. Comer massas artesanais justamente na primeira cidade de colonização italiana do Brasil deu um significado especial à experiência.

À tarde, seguimos para Ibiraçu.

Atravessar o enorme Torii vermelho foi como cruzar um portal entre dois mundos. O caminho cuidadosamente ajardinado conduzia lentamente até o Grande Buda.

Com seus 35 metros de altura, a maior estátua de Buda do Ocidente provoca um silêncio quase automático. Ali ninguém tinha pressa. Bastava contemplar.

O retorno para Vitória aconteceu sob um céu completamente estrelado. Alguns preferiram descansar no hotel, enquanto outros aproveitaram para descobrir um pouco mais da vida noturna da capital. Aos poucos, Vitória deixava de ser apenas um destino para tornar-se uma lembrança afetiva.


Dia 3 – Riqueza Cultural e o Charme dos Detalhes


O terceiro dia começou entre cafés, conversas e muitas histórias compartilhadas à mesa.

Visitamos as igrejas de São Gonçalo, Nossa Senhora do Carmo e a singela Capela de Santa Luzia, percorrendo parte importante do patrimônio religioso capixaba.

Em seguida retornamos ao Palácio Anchieta, desta vez para uma visita guiada que revelou as diversas camadas históricas do edifício, onde convivem a arquitetura jesuítica e as intervenções neoclássicas.

O almoço foi um espetáculo à parte no Bistrô Saldanha. O ambiente, inspirado no art nouveau, lembra os grandes cafés europeus e proporciona uma vista privilegiada para a baía. Entre peixes, frutos do mar e boas conversas, o tempo parecia desacelerar.

À tarde fomos recebidos pelo Teatro Carlos Gomes. O trabalho de restauração do edifício impressiona tanto quanto sua arquitetura. Olhar para o teto pintado por Homero Massena foi um daqueles momentos que fazem qualquer apaixonado por patrimônio histórico permanecer alguns minutos simplesmente observando.

Ao final da tarde, cada um aproveitou a cidade à sua maneira. Alguns caminharam pela orla; outros preferiram descansar.

À noite nos encontramos novamente, desta vez no Teto Rooftop. Vista panorâmica, gastronomia refinada e muitos brindes marcaram um dos momentos mais especiais da viagem. Já não éramos apenas um grupo de viajantes. Éramos uma verdadeira comunidade compartilhando experiências.


Dia 4 – Vila Velha: Mar, Fé e Tradição


Logo cedo atravessamos a Terceira Ponte em direção a Vila Velha.

Nossa primeira parada foi o Farol de Santa Luzia, guardião da entrada da baía há mais de um século. Dali, o horizonte parece infinito.

Seguimos para um dos lugares mais emblemáticos do Espírito Santo: o Convento da Penha.

Construído sobre um penhasco a 154 metros de altitude, o convento impressiona tanto pela simplicidade da arquitetura colonial quanto pela grandiosidade da paisagem. Do alto, o olhar percorre toda a Grande Vitória até encontrar o azul do Atlântico.

Em muitos momentos, o silêncio dizia mais do que qualquer explicação.

O almoço aconteceu no restaurante Papaguth, novamente celebrando a rica gastronomia capixaba.

De volta à capital, caminhamos pelo Parque Moscoso, visitamos o Museu Capixaba do Negro e encerramos a programação cultural no magnífico Sesc Glória, exemplo de preservação do patrimônio arquitetônico aliado à vida cultural contemporânea.

Foi um dia que reuniu história, espiritualidade, paisagem e arquitetura em perfeita harmonia.


Dia 5 – A Despedida e o Próximo Horizonte


O último café da manhã teve um sabor diferente.

Era impossível não lembrar da quantidade de lugares visitados, conversas compartilhadas e amizades construídas ao longo daqueles dias.

Após o check-out, parte do grupo aproveitou para fazer as últimas compras no Mercado da Capixaba, enquanto outros escolheram conhecer a cidade por um novo ângulo, embarcando no sistema aquaviário.

Nosso almoço de despedida aconteceu no próprio mercado, cercado pelos aromas, cores e sabores que resumem tão bem a cultura capixaba.

Antes de seguir para o aeroporto, caminhamos uma última vez pelo Centro Histórico. As fachadas, que dias antes eram novidade, agora pareciam velhas conhecidas.

Voltamos para casa com as malas mais pesadas — graças às lembranças, aos cafés, aos vinhos e às inevitáveis comprinhas —, mas foi o coração que realmente retornou cheio.

Vitória nos recebeu com carinho, nos ensinou através de sua arquitetura, de sua cultura e de sua gente. Agora, enquanto cada fotografia começa a ganhar lugar na memória, nossos pensamentos já seguem para o próximo destino.

A próxima parada será Cunha, onde a natureza, a arquitetura vernacular e a tradição da cerâmica prometem escrever mais um belo capítulo desta história.

Até breve. Nos vemos na estrada.




 
 
 

3 comentários

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Convidado:
há 7 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Que delicia de relato, ainda quero conhecer Vitória, esse estado ainda não conheço.

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ADRIEL
há 21 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Gostaria muito de ter ido.... Caminhos sempre inovando

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Arq Marcelo Guedes
há 21 horas
Avaliado com 5 de 5 estrelas.

Que experiencia incrivel juntos conhecendo a historia e arquitetura de Vitoria, Vila Velha e Santa Teresa. Vivemos dias intensos, andamos pelo centro historico e acima de tudo nos sentimos em casa. Obrigado amigos por mais um caminhos juntos. Foi incrivel . 😋😍😍

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