DIÁRIO DE VIAGEM | Caminhos na Serra Gaúcha
Atualizado: há 8 horas
Gramado - Canela - Bento Gonçalves - Garibaldi - Carlos Barbosa

De 16 a 21 de setembro de 2026.
Baú de Histórias: Gramado
Antes de tudo, a mala!
Nossa viagem a Gramado já estava marcada havia muito tempo. A cada mês que começava, a ansiedade aumentava um pouco. Era quase como acompanhar a moça do tempo, cronometrando as semanas e tentando descobrir como estaria o clima por lá.
Um dia aparecia sol. No outro, chuva. Depois vinha aquela previsão de frio que fazia a gente pensar duas vezes sobre o que levar.
E começava a missão mais difícil antes mesmo da viagem: qual roupa levar?
Na mala precisava caber tudo. Casaco, calça, blusa, sapato, roupa para sair, roupa para passear... e ainda sobrar aquele espacinho estratégico para as compras que, obviamente, ninguém pretendia fazer.😄

A cada semana, a viagem ficava mais próxima. E, junto com ela, aumentava a expectativa para descobrir o que aqueles dias em Gramado iriam nos trazer.
Porque, no fim, a gente até consegue planejar o roteiro, mas histórias, não.
Finalmente chegou o grande dia.
Nosso voo estava marcado para cedinho. Alguns viajantes vieram de outras cidades na noite anterior e se juntaram para dormir na mesma casa. Era uma oportunidade de já se conhecerem melhor e, quem sabe, fazer nascer ali mesmo uma amizade. A noite terminou com pizza, conversa e aquela ansiedade boa de quem sabia que, poucas horas depois, estaria embarcando para Gramado.
Na manhã seguinte, nosso transfer começou a missão de buscar cada viajante. De porta em porta, fomos reunindo o grupo.
Parecíamos crianças indo para a escola pela primeira vez. Tinha quem já estivesse esperando na porta, pronto havia algum tempo. Tinha quem ainda demorasse para descer. E teve quem se confundisse com o horário e nos deixasse, por alguns minutos, com o coração na mão.
Quem nunca se confundiu com um horário, não é mesmo?
Depois do susto inicial, tudo se resolveu e virou motivo de boas risadas. Afinal, algumas histórias começam antes mesmo de a gente chegar ao destino.
Com todos reunidos, malas acomodadas e aquela mistura de sono, ansiedade e empolgação, seguimos para o aeroporto. Gramado estava cada vez mais perto.


O grupo viajou dividido em três turmas: a maioria no mesmo voo, um casal em outra companhia aérea e alguns que tinham voado mais cedo. Esses últimos ficaram nos esperando em Porto Alegre, para que seguíssemos todos juntos até Gramado. Aos poucos, fomos nos reencontrando no aeroporto e, quando o grupo se completou, veio à espera pelo transfer. A empolgação tomou conta.


Alguns já conheciam Gramado de outras viagens, mas se encantavam como se fosse a primeira vez. E, de certa forma, era. Era uma nova primeira vez, agora com aquele grupo, escrevendo uma história diferente.
Outros se encantavam com tudo: o clima, o sotaque, as ruas, os detalhes que começavam a aparecer pelo caminho. Tinha também quem não quisesse perder um minuto sequer. Dias antes da viagem, já havia gente pesquisando roteiros alternativos, restaurantes, lugares para conhecer à noite e tudo o que pudesse ser encaixado além do nosso roteiro.
Planejaram tudo.
Só se esqueceram de uma coisa: o dia continuava tendo apenas 24 horas.
E atrações não faltavam.
Com as expectativas lá no alto, chegamos a Gramado. E, como bons turistas, fizemos a parada obrigatória no pórtico de entrada da cidade para aquela primeira foto oficial.
Era o registro de que, enfim, estávamos ali.

Pouco depois, estávamos no hotel.
A fachada, toda em enxaimel, já dava o tom da nossa chegada. Parecia um hotel de cinema. Não pelas estrelas, mas pela imponência, pelo cuidado nos detalhes e por aquele jeito acolhedor que fazia a gente querer ficar ali mesmo.
Fomos recebidos com um bolo e um café tão gostosos que pareciam nos abraçar. Talvez fosse a fome falando mais alto: para alguns, aquela era praticamente a primeira refeição do dia, e já passava das três da tarde. Mas estava bom de verdade.
O atendimento também chamou a atenção. Todos os funcionários impecáveis, sempre muito atenciosos e cuidadosos no trato.

Feito o check-in, as malas começaram a ocupar os quartos, cada um se ajeitando do seu jeito, enquanto a ansiedade continuava a mesma de quando saímos de casa.
A viagem estava apenas começando.
Depois que todos se acomodaram, chegou a hora de sair para conhecer a cidade.
E então veio aquela sensação de quem acabou de abrir a porta para um lugar novo.
Fomos desbravar Gramado.
Que cidade!
A primeira noite em Gramado já teve motivo para comemorar: era aniversário da nossa amiga Maria Isabel, a nossa Bel. E, para celebrar, fizemos aquela almojanta, almoço com cara de jantar, em um lugar daqueles que combinam perfeitamente com Gramado.
Tivemos entradas, saladas, sopas, massas, galeto e sobremesas. Uma mesa farta, muita conversa e, claro, parabéns para a Bel.


A noite estava fria. Daquelas em que o vento corta o rosto e faz a gente procurar o casaco um pouco mais fechado. Mas ninguém parecia se importar muito. Estávamos juntos e ainda tínhamos muito para descobrir.
E Gramado ajudava no cenário.
Era uma esquina, uma casa, uma janela, uma praça... sempre surgia algum lugar que parecia ter sido preparado para uma fotografia. Cada canto pedia uma selfie.
Mas, enquanto fotografávamos a cidade, começávamos também a descobrir algo muito mais interessante: uns aos outros.

A cada dia, entre um passeio, uma refeição e uma conversa, fomos conhecendo um pouquinho mais de cada pessoa. Algumas histórias apareciam naturalmente. Outras surgiam nas brincadeiras, nas conversas durante os deslocamentos ou simplesmente naqueles momentos em que ninguém estava com pressa.
E talvez essa tenha sido uma das melhores partes da viagem: descobrir que, por trás de cada viajante, havia muito mais história do que cabia em uma mala.
Uma Jornada Alemã
Nosso primeiro passeio começou bem cedo. O hotel preparou um café da manhã especial para o grupo, porque naquele dia não dava para perder tempo: nossa jornada alemã estava começando.
Seguimos para Nova Petrópolis, em uma verdadeira imersão na cultura e na história da imigração alemã.

A primeira parada foi no Esculturas Parque Pedras do Silêncio. Logo de cara, uma coincidência chamou a atenção de todos: encontramos a imagem de uma imigrante alemã muito parecida com a nossa viajante, dona Ziza. Foi impossível não fazer a comparação.
Mas, além da brincadeira, o parque nos levou para um lugar mais profundo.



Ao caminhar por ele, fomos conhecendo as esculturas de vários artistas que contavam a história dos imigrantes: a curiosidade dos sobrenomes, muitos deles ligados às profissões das famílias, seus costumes, suas perdas, suas dificuldades e tudo aquilo que conseguiram construir. Aos poucos, fomos percebendo a força de um legado que atravessou gerações.
Naquele dia, o grupo aprendeu uma lição bonita: uma história só permanece viva quando alguém se dispõe a contá-la.
E talvez isso tenha tocado ainda mais o nosso grupo. A maioria já estava na melhor idade, e era possível perceber, nos rostos, uma identificação com aquelas trajetórias de imigração. Mesmo que nossas origens fossem diferentes, muitos começaram a procurar semelhanças com suas próprias famílias, lembranças e relatos que ouviram dos pais e avós.
Saímos de lá levando um pouco daquele passado conosco.

Depois seguimos para o Moinho e Serralheria Hillebrand. O antigo moinho, todo feito em madeira e movido a água, girava a pedra que moía milho, trigo e centeio para fazer farinha, e ainda gerava energia para a fazenda.
Fomos recebidos pelo senhor Cláudio e pela senhora Marina, que usavam trajes típicos alemães. Com uma animação contagiante, eles contaram como tudo começou: um pai que, com 15 filhos, conseguiu sustentar a família. Cada criança tinha a sua própria ferramenta, que ficava pendurada na parede como um troféu.
Ao final da visita, pudemos degustar um delicioso pretzel, acompanhado de suco de uva ou de uma boa cerveja.




Em seguida, era hora de conhecer o centro de Nova Petrópolis.
Fomos brincar como crianças no Labirinto Verde, aquele mesmo que muitos lembram da novela Chocolate com Pimenta. Ali, a liderança durava pouco. A cada momento alguém assumia o posto de guia, até errar o caminho e perder imediatamente a autoridade. E assim fomos seguindo, entre risadas, tentativas e alguns "eu falei que era por aqui!".



Depois do almoço, terminamos a tarde em uma vinícola familiar. O lugar tinha aquele clima gostoso de propriedade de família, com direito até a pomar. Embaixo do parreiral, descobrimos que cada fruta plantada ali tinha o seu porquê. Até as roseiras, plantadas junto às parreiras, têm uma função: quando as formigas aparecem, as rosas são as primeiras a ser atacadas e funcionam como um alarme que protege a plantação.
Ficamos impressionados. Parecia uma aula de botânica, que foi se aprofundando a cada planta: chegou a vez dos mirtilos, cujas folhas são usadas até como remédio, depois das lavandas e dos limões sicilianos.

E foi ali que surgiu uma nova paixão do grupo: escolher o melhor morango para provar.
Claro que alguns passaram um pouquinho da quantidade permitida.
Sabemos quem são.
Mas não vamos entregar. 😂


Chegamos ao hotel já no finalzinho da tarde. Estávamos cansados, mas a noite prometia novidades.
Saímos para passear por Gramado, e a primeira parada foi a Rua Torta, que faz jus ao nome.
De lá, seguimos para prestigiar um show de músicas típicas, com direito a muito chocolate e crepes gaúchos. Difícil dizer o que fez mais sucesso: a música ou o chocolate.
E, para encerrar a noite, o espaço de fotos no final da Rua Torta rendeu uma sequência interminável de selfies. Cada um queria o seu registro, e ninguém saiu de lá sem pelo menos uma foto.




Depois das fotos, voltamos para o hotel e fomos descansar, porque o passeio de trem no dia seguinte começaria bem cedinho.
Maria Fumaça

Mais um dia amanheceu, e nós madrugamos de novo. O hotel já tinha preparado outro café especialmente para o nosso grupo. Afinal, aquele não era um dia qualquer. Era o grande dia da Maria Fumaça.
Antes mesmo de o sol aparecer direito, lá fomos nós em busca de mais uma aventura pela Serra Gaúcha. O trem partiu de Carlos Barbosa, fez uma parada em Garibaldi e seguiu até Bento Gonçalves.
E, se tinha um lugar onde o nosso grupo chamaria a atenção, era dentro daquele trem. Não só pelas camisas verdes iguais, marca registrada de toda viagem da Caminhos da Arquitetura, mas principalmente pela animação, que nos acompanhou durante todo o trajeto.
O nosso vagão era, sem dúvida, o mais festivo. Conversávamos, fotografávamos e entrávamos em todas as brincadeiras. A cada momento aparecia uma nova atração para deixar a viagem ainda mais divertida.
Mas teve uma que ganhou o coração de todo mundo: a dança com a italianinha.
Foi apaixonante.
E também... quem não se apaixonaria por aquela italianinha?
Ela conseguiu tirar até o nosso mais discreto viajante, Morita, para dançar. Ele ficou vermelho. E, dessa vez, podemos garantir que não foi o álcool. 😂
Desajeitado, tímido, completamente fora da sua zona de conforto, mas feliz. Muito feliz. E sua esposa registrava tudo com aquele orgulho de quem sabia que aquele momento merecia ser guardado.
Uma pena que um certo "acidente" tenha acontecido justamente na hora de registrar uma das cenas. Morita esbarrou um pouquinho na esposa, e ela acabou perdendo aquele registro.
Mas ainda temos provas.
E o senhor Mamede também merece seu lugar de destaque nessa história. Sua performance com a italianinha entrou oficialmente para o nosso Baú de Histórias.
Aliás, naquela viagem, quase tudo virava fotografia.
Cada momento precisava ser registrado. E, quando aparecia o famoso "se joga!", já sabíamos que vinha mais uma sequência de risadas.

Era um amontoado de gente bonita, feliz e cada vez mais à vontade uns com os outros.
Quando o trem parou em Garibaldi, chegou a hora do nosso tradicional brinde. 🥂
À vida. Aos amigos que conhecemos pelo caminho. E ao vinho, que estava delicioso.
Brindamos tanto que o nariz já começava a ficar vermelho. Se foi pelo vinho ou pelo suco de uva, deixamos a investigação para outra ocasião.

Ao fim do trajeto, já em Bento Gonçalves, fomos conhecer a Epopeia Italiana.
E foi impossível ficar indiferente. A chegada dos imigrantes, as dificuldades, os sonhos, a construção de uma nova vida... tudo apresentado de uma maneira que nos colocou dentro daquela trajetória.
Mesmo com alguns apertos e pequenas rusgas entre o público, conseguimos nos emocionar com a história de Rosa. Nosso grupo percorreu todo o cenário guiado por ela. Às vezes, Rosa aparecia em uma imagem; outras vezes, era apenas a sua voz. E, a cada cena, uma lágrima.
Era a Caminhos refazendo o caminho de Rosa.
Foi lindo.




Ainda emocionados, seguimos para a famosa cantina italiana BeGaMo, nome formado pelas iniciais de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul.
No rodízio de comida italiana, entre vários pratos típicos, o que mais chamou a atenção foi o risoto de figo com gorgonzola, elogiado por todos. Esse prato ainda vai render um jantar pós viagem.



Em seguida, partimos para a degustação de vinhos na Vinícola Aurora. Um grande corredor central, com tanques de fermentação dos dois lados, enfeitados com várias bandeiras, indicava o caminho.
A essa altura, o grupo já estava mais do que animado. Alguns já estavam com os olhinhos pequenos, outros ainda garantiam que estavam perfeitamente bem. Ninguém confirmou nada. 😂



Depois de um dia inteiro de trem, histórias, vinho, comida, dança e muitas risadas, voltamos para o hotel completamente exaustos.
E aí veio a pergunta que, desde a noite antes do embarque, parecia nos acompanhar:
E a pizza?
Ninguém tinha energia para procurar restaurante. Pedimos pizza ali mesmo, no hotel, e nos sentamos todos juntos, como uma grande família.
Mamma mia!
Aquela noite acabou sendo uma das mais gostosas da viagem. Em volta da mesa, começamos a relembrar tudo o que tinha acontecido durante o dia. Falamos dos passeios, das histórias, das risadas, das danças e até daquele pequeno grupo que havia se perdido da guia para descobrir outros lugares por conta própria. Mais tarde, os mais resistentes ainda encararam a noite pela cidade, enquanto outros preferiram descansar e aproveitar um pouco o hotel.


E foi justamente naquelas conversas, sem roteiro e sem pressa, que percebemos o quanto já estávamos diferentes de quando embarcamos.
Já não éramos apenas um grupo de pessoas viajando juntas.
O sentimento de família estava instalado entre nós.
Era bonito olhar para cada rosto e perceber a felicidade de estar ali.
E, naquele momento, ficou claro que algumas das melhores histórias da viagem não estavam nos lugares que visitamos.
Estavam nas pessoas ao nosso lado.
Um café, duas histórias
O dia seguinte amanheceu chuvoso, em um cinza gélido. Nosso grupo se reuniu para um café delicioso, todos ainda impactados pelas histórias do dia anterior. Foi ali, durante o café, que a nossa Bel abriu o coração e contou duas histórias da sua vida.
A primeira foi a de um amor nascido em Paris. Enquanto ela contava, seus olhos brilhavam. Bel escolhia bem as palavras, e elas nos transportavam para a cena: a torre, o champanhe... Era bonito ouvir aquela história romântica.
Mas foi a segunda história que nos fez chorar copiosamente.
A busca pela família na Europa. Uma daquelas histórias de filme, contada ali, na nossa frente. Apenas um sobrenome, algumas fotos antigas, uma cidade pequena: foi o bastante para que nossa amiga embarcasse na maior viagem de sua vida.
Enquanto ela contava os perrengues, as cenas iam se formando em nossa mente. Dava até para ouvir algumas conversas, porque ela imitava o sotaque da região. São detalhes que só quem viveu poderia contar com tanta verdade.
Quando a história chegou ao final feliz, o encontro dela com a família, já não havia um olho seco à mesa.

Naquela manhã, a história da Bel entrou para o nosso Baú de Histórias. E, sem dúvida, ganhou um lugar especial lá dentro.
Mas não havia muito tempo para enxugar as lágrimas. O dia estava apenas começando, e, lá fora, debaixo daquela chuva, um passeio de bus tour já nos aguardava.
Um aquário para humanos
Com a chuva escorrendo pelos vidros, o bus tour parecia um grande aquário. Só que, ali, os peixes éramos nós.
E que peixes animados. Nosso grupo fazia festa o tempo todo, alheio à chuva lá fora.
Algumas vezes, o senhor Mamede se levantava e falava, cheio de orgulho, sobre ser viajante da Caminhos da Arquitetura. Era uma propaganda gratuita misturada com depoimento, feita com uma emoção que nenhum anúncio conseguiria comprar.
Aquilo, sim, era pertencimento.
E rendeu boas conversas entre os outros passageiros, que, dividindo o mesmo aquário, acompanhavam a nossa festa com curiosidade.

Enfim, chegamos a Canela e paramos ao lado da Catedral de Pedra. Naquele dia, ninguém escapou de se molhar. Fazia frio, chovia, e, ainda assim, lá estávamos nós, fazendo pose para mais uma foto em grupo.
Depois de Canela, o grupo se dividiu. Enquanto uns aproveitaram para conhecer atrações como o Space Adventure, com sua exposição da Nasa, e o Snowland, outros voltaram ao hotel para se preparar para a noite do fondue.
E teve quem preferisse outro tipo de atração: as lojas de sapatos. Afinal, aquele espacinho estratégico na mala, reservado para as compras que ninguém pretendia fazer, precisava ser preenchido de algum jeito. 😄

A chuva ainda caía quando o grupo inteiro se reuniu no La Divina. O restaurante tinha aquele clima aconchegante que combina com uma noite fria: luz baixa, painéis de madeira com filetes de luz, lustres de cristal refletidos nas janelas e pelegos de lã sobre as cadeiras. Ocupamos uma mesa comprida, encostada no banco de couro, ainda com casacos, cachecóis e gorros que ninguém teve coragem de tirar.
Sobre a mesa, as panelinhas de fondue foram chegando uma a uma: primeiro o de queijo com legumes, depois o de carnes e, para fechar, o de chocolate com frutas.
Entre uma etapa e outra, vinho, conversa e muitas risadas.
E, claro, não faltou o tradicional brinde de toda viagem. De taças erguidas, sorrindo para a câmera, registramos mais uma noite que já tinha lugar garantido na memória de cada um.
O dia após a chuva
Na manhã seguinte, o sol despontou como se nada tivesse acontecido, como se não tivesse se recusado a aparecer no dia anterior. E escolheu bem a data: era o Dia do Gaúcho.
O hotel já recebia os hóspedes com mimos, e o dia estava perfeito para passear. Alguns viajantes não perderam tempo e seguiram logo cedo para o Parque do Caracol. Outros preferiram ficar pela cidade.

Teve quem aproveitasse para fazer mais compras. Um espacinho na mala não era suficiente para tantos casacos que ninguém sabia onde iria usar.
E teve quem fosse ver a cavalgada.
Foi bonito ver o orgulho estampado no rosto dos gaúchos. Os piquetes exibiam seus trajes e ornamentos no festival farroupilha, ali na Praça das Etnias. Assistir a tudo aquilo era quase como prestar continência à bandeira do Rio Grande do Sul.
Alguns viam apenas um espetáculo. Outros se emocionavam, como quem conhecia o peso daquela história.
Com o sol se pondo, o grupo voltou a se reunir. E aquela noite pedia comida típica alemã. Joelho de porco com chucrute e outros pratos da tradição germânica fecharam o dia, e saímos de lá muito bem servidos. Era a nossa última noite antes do retorno.
De volta ao hotel, a preocupação era outra: como fazer tudo aquilo caber na mala. Aquele espacinho estratégico, reservado para as compras que ninguém pretendia fazer, já não dava conta de nada.
Teve quem pedisse para a loja entregar pela transportadora. Teve quem pedisse um lugarzinho nas malas vizinhas. E teve quem não tivesse escolha a não ser comprar uma mala maior e despachá-la.
Tudo era válido.
A despedida
O último dia amanheceu chuvoso. Parecia que Gramado chorava com a nossa partida.
Enquanto esperávamos o transfer no saguão do hotel, cada um foi fazendo o balanço da própria viagem: a diversão, as novas faturas do cartão, os momentos que já deixavam saudade.
Na hora de partir, as malas foram acomodadas uma a uma. Algumas mais pesadas do que na ida, outras de tamanho novo, outras ainda levando um pouquinho da bagagem dos vizinhos.

Deixamos Gramado com o coração cheio de gratidão.
Pela chuva e pelo sol, pelos sabores, pelas paisagens e, sobretudo, pelas pessoas que fizeram parte dessa jornada.
O roteiro terminava ali. Mas aquilo que vivemos seguiria conosco.
Nas fotografias, nas conversas, nos detalhes que só quem esteve lá consegue contar.
Voltamos para casa com as malas cheias de lembranças e a certeza de que alguns caminhos permanecem muito depois da chegada.
Até o próximo caminho.





Essa foi a minha quarta vez em Gramado. Eu precisava tirar férias, e surgiu a oportunidade de voltar a esse lugar tão especial.
No início, imaginei que seria apenas mais uma viagem. Mas, com a convivência e a interação do grupo, logo percebi que não estávamos ali por acaso. Seria uma viagem de muitas histórias, encontros e momentos especiais.
Foram dias de muita troca, conhecimento e aprendizado. Além de conhecermos lugares lindos, tivemos a oportunidade de conhecer uns aos outros: nossas histórias, nossas trajetórias, sonhos e experiências.
Aos poucos, fomos nos identificando, criando vínculos e nos tornando muito próximos. E é isso que torna uma viagem realmente especial: as pessoas que encontramos pelo caminho e as histórias que levamos conosco.
Essa foi a minha quarta vez em Gramado. Eu precisava tirar férias, e surgiu a oportunidade de voltar a esse lugar tão especial.
No início, imaginei que seria apenas mais uma viagem. Mas, com a convivência e a interação do grupo, logo percebi que não estávamos ali por acaso. Seria uma viagem de muitas histórias, encontros e momentos especiais.
Foram dias de muita troca, conhecimento e aprendizado. Além de conhecermos lugares lindos, tivemos a oportunidade de conhecer uns aos outros: nossas histórias, nossas trajetórias, sonhos e experiências.
Aos poucos, fomos nos identificando, criando vínculos e nos tornando muito próximos. E é isso que torna uma viagem realmente especial: as pessoas que encontramos pelo caminho e as histórias que levamos conosco.
Mais uma daquelas viagens que nunca será esquecida! Fomos felizes juntos! Estamos nos tornando uma família e isso é muito bom! Bel, que linda sua história! Luzineide, outra querida que conheci. Marcelo e Adriel muito grata estou, quanto carinho e cumplicidade! Quanto aos morangos….sei não!!!! Aos outros companheiros dessa deixo meu abraço e até a próxima!
Definitivamente não foi uma viajem comum, os lugares, a magia das cidades serviram de pano de fundo para a HISTÓRIA... A história de cada um .... Um encontro de pessoas dispostas a se desnudar, rir, chorar, criar novas conexões, e de "se jogar" de encontro ao seu passado ali naquele presente ... um presente da vida.
Sem medo, as pessoas contaram suas histórias de vida, seus momentos, os pedaços de seu cotidiano de forma simples, honesta, como se fossemos velhos conhecidos...
O grupo tinha um sabor de encontro marcado e aguardado...
Cada história uma emoção diferente, um aprendizado, um chamado, uma cura ...
Quantas pessoas especiais a vida reuniu neste encontro, pessoas que eu vou guardar pra sempre no canto…
Os "Caminhos da Arquitetura" nos proporcionaram experiências de conexões emocionais profundas com o destino e principalmente com os participantes nesta viagem pela serra gaúcha, ora passeando de trem e saboreando vinho na Maria Fumaça em Bento Gonçalves ou caminhando pela cidade de Canela e Gramado, indo além do turismo tradicional para criar memórias reais.