DIÁRIO DE VIAGEM | Joinville e São Francisco do Sul
- Caminhos da Arquitetura
- há 3 dias
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Atualizado: há 1 dia

No dia 17 de abril, bem no finalzinho da noite, o coração já estava acelerado. Afinal, mais uma vivência do Caminhos da Arquitetura estava prestes a iniciar... Nossa jornada rumo a Joinville começou no Parque Santos Dumont, onde o grupo se reuniu com aquele misto gostoso de organização e expectativa, típico de toda saída de viagem. Malas sendo cuidadosamente ajustadas, confirmações finais e reencontros calorosos que já davam o tom exato do que viria pela frente: viveríamos muito mais do que um roteiro pré-definido; viveríamos uma verdadeira convivência.
Seguimos até São Paulo para completar o grupo e, dali em diante, o ônibus passou a funcionar como uma extensão acolhedora da experiência. Com o conforto bem resolvido e um ritmo tranquilo na estrada, o ambiente rapidamente aproximou pessoas que ainda estavam se conhecendo. A primeira parada aconteceu ainda na madrugada, em Registro. Um lanche rápido, uma conversa leve para espantar o sono e o início de uma dinâmica que se consolidaria de forma linda ao longo da viagem: o grupo começando a pulsar e a funcionar como um verdadeiro coletivo.
O amanhecer na Serra da Graciosa marcou a transição definitiva de nossos estados de espírito. A descida sinuosa, o abraço da vegetação densa e a mudança sutil da luz matinal criaram um cenário que já antecipava o caráter da nossa proposta: o convite para observar o mundo ao redor com muito mais atenção. Uma pausa para o café, simples e muito bem executado, cumpriu seu papel com perfeição — recompor o corpo e preparar os sentidos para o que estava por vir.
Pouco depois, Joinville se apresentou. E não o fez de forma discreta. O moinho — imponente, carregado de simbolismo — surgiu diante de nós como um portal entre tempos. Não era apenas uma obra de arquitetura; era a pura memória materializada no espaço. As fotos vieram, claro, registrando o encanto. Mas o registro mais verdadeiro, mais profundo, estava nos olhos atentos e brilhantes de cada viajante, absorvendo aquela escala.
Já no coração da cidade, seguimos para o hotel, onde a chegada foi conduzida com leveza e organização ímpar pelo arquiteto Marcelo Guedes. Uma breve pausa, um bom almoço para recarregar as energias, e então iniciamos oficialmente nosso percurso pelos caminhos da cidade.
Iniciamos a imersão no Museu da Imigração, um espaço que funciona como uma introdução consistente e necessária à ocupação europeia na região. O conjunto preserva não só a organização espacial e o mobiliário, mas elementos construtivos que nos ajudam a entender, de forma tátil, o modo de vida da época. Nos fundos, fomos presenteados com a presença marcante de uma residência típica da arquitetura enxaimel. Muito além de ser uma linda cenografia histórica, ela nos ensina como sistema construtivo: a estrutura em madeira com seus preenchimentos precisos, a lógica modular e a sabedoria da eficiência térmica — uma técnica preciosa trazida pelos imigrantes e perfeitamente adaptada ao nosso contexto local.
O pequeno Museu de Maquinários, logo ao lado, reforça essa nossa leitura do espaço ao apresentar equipamentos e utensílios intimamente ligados à produção, especialmente ao beneficiamento da erva-mate e aos processos de moagem. Fica evidente ali a relação direta, visceral, entre a arquitetura, o trabalho braçal e a ocupação do território.
Seguimos, então, para a Rua das Palmeiras, sem dúvida um dos eixos mais emblemáticos de Joinville. O alinhamento impecável das palmeiras imperiais cria um efeito perspectivo forte, quase cerimonial, conduzindo e elevando o nosso olhar ao longo da via. Muito mais do que um belo paisagismo, trata-se de uma composição urbana intencional, dotada de escala, ritmo e uma inegável permanência histórica. Saber de sua origem — um presente vivo vindo do Jardim Botânico do Rio de Janeiro — reforça ainda mais o caráter simbólico e afetivo daquele lugar.
Na sequência, seguimos a pé para a Catedral São Francisco de Assis, que nos impactou com seu contraste arquitetônico super relevante. A linguagem brutalista, com o uso sincero e expressivo do concreto e do aço, rompe corajosamente com a expectativa tradicional que temos da arquitetura religiosa. A cobertura acolhedora em forma de mãos, a luz filtrada pelos vitrais coloridos e os 12 pilares internos organizam o espaço sagrado a partir de uma simbologia muito clara, porém com uma leitura totalmente contemporânea. É um edifício feito para ser provocante — e isso logo gerou discussões riquíssimas no grupo, o que é extremamente positivo e alinhado à essência questionadora do Caminhos.
Encerramos a visita com uma merecida pausa no Café Bistrô Retrô, um ambiente charmoso que trabalha muito bem a memória afetiva através de sua ambientação e da curadoria cuidadosa de objetos. O café da tarde cumpriu um papel importantíssimo de convivência, mantendo o grupo integrado e aquecido por boas trocas. À noite, a experiência se deslocou para um biergarten típico, nos presenteando com uma culinária alemã consistente e um ambiente perfeitamente alinhado à proposta cultural da cidade. O jantar fechou o nosso primeiro dia com um equilíbrio impecável entre conteúdo e experiência.
Nosso segundo dia começou cedo, embalado por um café da manhã completo e muito bem estruturado no hotel — uma mesa farta entre bolos, frutas frescas, doces variados e pães com um café caprichado. A saída para São Francisco do Sul carregava uma expectativa palpável. Não apenas pela beleza do destino em si, mas pelo tipo de leitura rica e detalhada que a cidade nos permite ter.
Fundada em 1504, São Francisco do Sul orgulha-se de manter uma das malhas urbanas históricas mais relevantes de todo o país. A descida da serra já sinaliza, curva a curva, a mudança de ritmo, e a chegada confirma: somos recebidos por uma escala menor, uma leitura visual muito mais horizontal e a forte e imponente presença do passado costurada no tecido urbano. Todo o percurso foi conduzido a pé, com o guia Guilherme brilhantemente contextualizando cada ponto e cada esquina.
A antiga cadeia foi uma de nossas primeiras paradas e, sem dúvida, um dos elementos mais diretos e crus da cidade. Construída com técnicas coloniais genuínas — utilizando barro, pedra e uma argamassa enriquecida com óleo de baleia, prática muito comum no litoral pela extrema resistência que proporcionava —, o edifício apresenta uma espessura de paredes muito significativa e aberturas reduzidas. São características funcionais claras, pensadas para a contenção. Uma arquitetura sem qualquer ornamento, onde a forma responde estritamente ao uso. Nosso grupo, com aquele olhar afiado de sempre, estava atento a cada pequeno detalhe construtivo e às tipologias dos mobiliários ali presentes. Em seguida, fomos logo ao lado conhecer um típico café local, onde pudemos fazer uma pausa afetuosa para o nosso cafezinho e degustar as saborosas guloseimas da região.
Pausa para as fotos — inevitáveis diante de tanta beleza — e seguimos em direção à região portuária, onde a leitura urbana ganha uma nova amplitude. As fachadas coloridas e cuidadosamente restauradas mantêm suas proporções originais, o alinhamento contínuo e uma relação direta e franca com a rua. O que vemos não são simples reconstruções cenográficas, mas sim preservações com intervenção altamente controlada. A cor, aqui, cumpre um belo papel de identidade, enquanto a repetição dos elementos cria uma unidade visual harmoniosa. O conjunto funciona como um dos melhores exemplos de preservação urbana integrada que temos no litoral brasileiro. As ruas calçadas em paralelepípedo reforçam lindamente essa leitura, pois impõem aos nossos pés um ritmo de caminhada mais lento, meditativo e totalmente compatível com a alma histórica do espaço.
O almoço, servido de frente para o mar, trouxe uma pausa natural e revigorante dentro do percurso — muito bem localizada e coerente com o momento. Na sequência, visitamos o Mercado Público de São Francisco do Sul, cuja arquitetura orgulhosamente evidencia soluções climáticas e funcionais inteligentíssimas: a ventilação cruzada, o pé-direito elevado e a perfeita integração com o seu entorno imediato. É bonito ver que o mercado segue ativo, pulsante, o que mantém o edifício vivo e totalmente coerente com sua vocação original.
A Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça acrescentou ao nosso roteiro outra camada histórica de extrema importância. Sua construção também faz uso do barro e do óleo de baleia na argamassa, garantindo sua durabilidade frente ao implacável ambiente litorâneo. Internamente, para além da beleza dos elementos litúrgicos — as imagens sagradas, as coroas, os crucifixos —, o que chama muita atenção de nossos olhares técnicos é a intervenção que reduziu a largura original da igreja. É uma adaptação marcante que altera por completo a proporção e a leitura espacial, evidenciando de forma muito clara como os edifícios históricos passam por ajustes físicos ao longo do tempo, que nem sempre são neutros ou silenciosos.
No final da tarde, retornamos à charmosa área do porto para acompanhar o espetáculo do pôr do sol. A paisagem parece se organizar de forma natural para a contemplação: o mar calmo ao fundo, as fachadas preservadas à frente e um detalhe urbano extremamente relevante que faz toda a diferença — a ausência de fiação aérea. O enterramento da rede elétrica permite uma leitura limpa, pura e desobstruída das edificações, valorizando imensamente o conjunto histórico. Próximo dali, a imagem de Joaquim Marques Lisboa estabelece um ponto de referência simbólico muito forte, ligado à nossa história naval brasileira e à própria relação visceral da cidade com as águas.
O retorno para Joinville aconteceu num silêncio coletivo — não ditado pelo cansaço, mas por uma profunda absorção de tudo o que vivemos. Encerramos o ciclo de São Chico e, ao chegarmos no hotel, nos reunimos na agradável área da piscina para o já tradicional brinde do Caminhos. Foi um momento muito especial, de fato bastante significativo. Taças erguidas brindando a vida, conversas soltas e a percepção muito clara e gratificante de que o dia tinha entregado exatamente o que se propôs: conteúdo denso, experiência rica e muita conexão. Em seguida, saímos para jantar com o grupo em um espaço onde fomos continuar nossas conversas intermináveis sobre a viagem; afinal, nosso dia foi tão intenso e enriquecedor que as palavras ainda precisavam transbordar.
O dia mal amanheceu e já estávamos nos conectando animadamente pelo celular ainda antes do café, enquanto muitos já organizavam as malas. O quarto que, dois dias antes, era sentido apenas como um ponto de apoio, agora já carregava todos os sinais afetuosos de permanência. A sensação era muito clara para todos nós: a cidade já tinha sido incorporada de forma íntima ao ritmo do nosso grupo. Após o nosso café da manhã, fizemos o checkout e seguimos rua afora para mais um percurso — desta vez, munidos de um olhar mais solto, menos guiado e muito mais atento ao pulsar do cotidiano da cidade.
O Mercado Municipal de Joinville abriu o nosso dia apresentando sua fachada marcante e uma volumetria simples, porém muito bem resolvida. Alguns boxes já funcionavam a todo vapor, revelando a nós o uso real e sincero do espaço — o comércio ativo, a circulação constante e uma escala humana que aproxima as pessoas. Ali, a arquitetura cumpre magistralmente a sua função original de abrigar a troca.
Seguimos caminhando em direção à Estação Ferroviária de Joinville, parando para contemplar o seu entorno com calma e imaginar mentalmente como era seu funcionamento frenético na época de glória — afinal, sabemos bem que arquitetos têm dessas coisas: a mania fascinante de redesenhar o passado apenas olhando para um prédio. A fachada, que segue a linguagem e o estilo típicos das estações daquele período, preserva com dignidade os elementos que nos remetem ao tempo da expansão ferroviária e à vital conexão da cidade com outras regiões do país.
A próxima parada trouxe uma doce mudança de ritmo. Na tradicional Casa de Doce São José, fizemos uma pausa estratégica e deliciosa. Houve degustação de doces típicos locais, café passado na hora perfumando o ar e um momento de muita leveza e risadas entre o grupo. Esse tipo de parada, que pode parecer simples à primeira vista, é o que de fato equilibra o nosso percurso — não só pelo descanso físico, mas pela rica convivência que proporciona.
Retomamos nossa caminhada a pé, indo novamente em direção à Catedral São Francisco de Assis, e, no trajeto, a cidade foi se revelando a nós em belas camadas cotidianas: passamos pelo primeiro colégio católico, o camelódromo fervilhante, o comércio local em pleno funcionamento. São elementos que, quando costurados juntos, constroem a leitura de uma cidade de verdade, orgânica e viva — que não é apenas uma peça histórica, mas essencialmente atual.
Antes de seguirmos para explorar a área natural da cidade, fizemos aquela que seria uma das visitas mais marcantes e tocantes do dia. A Fazenda Ango Kersten nos apresenta uma leitura muito direta e sensível do turismo rural ligado à imigração alemã. A propriedade, que é conduzida com devoção por uma família que já está em sua sexta geração aqui no Brasil, preserva as antigas práticas, a arquitetura vernacular e a cultura de uma forma belamente autêntica — sem qualquer espaço para encenação.
A casa em enxaimel, admiravelmente bem conservada, nos permite observar de perto o sistema construtivo original em todo o seu esplendor: a estrutura robusta em madeira com a vedação cuidadosa entre os vãos, a organização modular inteligente e a perfeita adaptação ao clima da região. Mais do que técnica construtiva, o que vemos ali é a pura continuidade cultural.
A recepção da família foi ao mesmo tempo objetiva e profundamente acolhedora. Conhecemos o espaço, entendemos seus hábitos e também fomos brindados com a gastronomia típica, apresentada de forma simples, saborosa e totalmente coerente com a proposta genuína do lugar. O grande ponto alto dessa visita, no entanto, foi o passeio de trator com o grupo — uma experiência tão lúdica que muitos ali sequer tinham andado em um antes —, conduzido com alegria pela própria família. Foi um percurso leve, divertido, que nos levou suavemente até um lago escondido dentro da propriedade.
A parada ali mudou nossa sintonia. O contato direto com a água fresca, o silêncio curador do ambiente e a total ausência de pressa criaram um momento de pausa real, profunda, dentro da viagem.
Foi também ali que a palavra "experiência" fez jus ao seu nome da forma mais linda possível. A alegria contagiante das crianças do grupo, Ayla e Davi, trouxe uma leveza e uma verdade avassaladoras ao momento. Enquanto muitos de nós apenas observavam a paisagem, eles simplesmente viviam. Pés descalços na água, mãozinhas curiosas tateando as pedras, brincadeiras simples e muito espontâneas que transformaram o nosso cenário em uma experiência de vida completa. Não havia qualquer roteiro para aquilo — havia apenas a mais pura presença. E, curiosamente, foram eles que nos lembraram, de forma silenciosa e potente, como se ocupa um lugar de verdade.
Inspiradas por essa liberdade, algumas pessoas de nosso grupo simplesmente entraram na água. Sem qualquer mediação. Sem análise crítica ou técnica. Sem precisar de roteiro. Tiraram o sapato, pisaram no fundo do lago, sentiram a temperatura daquele momento na pele — e, por alguns minutos preciosos, viveram o lugar exatamente como ele realmente é.
Foi ali, naquela margem, que a viagem inteira se explicou. Porque o Caminhos não é, e nunca será, apenas sobre passar por lugares. É sobre permitir, de coração aberto, que cada pessoa se relacione com eles de forma verdadeira e íntima.
Houve também a compra de produtos locais, lembranças materiais deliciosas e coerentes com o belo contexto da fazenda. Mas o principal, aquilo que mais importava, não estava à venda em nenhuma prateleira: foi o acesso afetuoso a uma história familiar viva — e a possibilidade mágica de vivê-la, ainda que por algumas breves horas. Enquanto uns observam com encanto analítico a estrutura de uma casa em enxaimel — a madeira perfeitamente encaixada, a vedação entre os vãos, a técnica trazida de longe da Alemanha e amorosamente adaptada ao Brasil —, outros sentem e absorvem o território de uma outra forma.
E está tudo absolutamente certo, a beleza mora exatamente aí; essa é a nossa proposta. Na mesma viagem, você percorre as ruas do centro histórico de São Francisco do Sul, analisa as fachadas centenárias preservadas, entende o impacto e o valor de decisões urbanas como o enterramento da fiação, e visita construções ancestrais feitas de forma rústica com barro e óleo de baleia. E, algumas horas depois, está com os pés afundados na água corrente de um lago, rindo alto sem qualquer motivo aparente. Arquitetura, cultura, história — e a vida humana pulsando e acontecendo ao mesmo tempo. É isso, e somente isso, que transforma a experiência.
Seguimos então, com as almas lavadas, para o Parque Zoobotânico e o Mirante de Joinville. A caminhada pela área verde reforça de imediato a forte presença da natureza perfeitamente integrada à rotina da cidade. Encontramos trilhas muito bem definidas, uma vegetação densa e acolhedora, e um percurso que nos conduz de forma natural até o topo do mirante. Lá do ponto mais alto, Joinville se apresenta a nós com uma clareza deslumbrante: vemos sua malha urbana super organizada, uma ocupação que respira equilíbrio e temos uma leitura ampla, quase poética, de todo o território. É ali, do alto, que se entende muito melhor o conjunto da obra urbana.
Na descida, fomos brindados pelo pôr do sol, cujos raios dourados atravessavam gentilmente as folhas das árvores, encerrando o nosso percurso externo com uma precisão visual divina. Mas nosso dia, claro, ainda merecia um pouco mais. À noite, o encerramento foi digno e esteve totalmente à altura de tudo o que vivemos juntos. Seguimos para jantar no Restaurante Itália, uma cantina tradicionalíssima italiana que nos encantou por manter uma linda coerência entre seu ambiente familiar e sua proposta gastronômica. A decoração afetiva preserva todos os elementos originais e nostálgicos, sem cair em excessos.
O jantar foi direto, reconfortante e muito bem executado: as massas quentinhas, um serviço super atencioso de toda a equipe e um ambiente sonoro que abraçou e favoreceu a nossa interação. A presença sempre tão carismática do proprietário, senhor Anildo, trouxe uma proximidade deliciosa e reforçou ainda mais o forte sentimento de acolhimento de todo o grupo. Brindamos novamente. Sem qualquer formalidade, mas com um significado imenso, que só nós sabíamos. E ali, entre taças e pratos, pudemos perceber a alegria genuína no sorriso estampado e iluminado nos rostos de nossos viajantes. Nossa foto oficial, tirada com muito carinho na fachada do restaurante, marcou o encerramento memorável dessa viagem incrível.
Na viagem de volta para casa, o silêncio no ônibus tinha um outro peso, uma outra textura. Não era o peso do cansaço físico — era o peso bom da assimilação profunda de memórias. Porque no Caminhos não é sobre a quantidade de lugares que são visitados. É sobre a profundidade com que eles nos tocam. Não é sobre cumprir o roteiro à risca. É sobre se permitir a vivência.
E talvez seja exatamente por isso que, no final das contas, as malas sempre voltam um pouco mais pesadas. Não pelo peso daquilo que foi comprado, mas pelo peso imensurável do que foi vivido. Joinville e São Francisco do Sul não ficaram para trás na estrada. Elas embarcaram e seguiram conosco, dentro do peito do grupo. E o Caminhos, mais uma vez, cumpriu lindamente o seu papel principal: transformar o simples deslocamento espacial em uma experiência real da alma.
A próxima viagem já está despontando no nosso horizonte. E, como sempre fazemos questão de lembrar, a jornada começa muito antes de pisarmos na estrada. O som da Maria Fumaça, as ladeiras históricas e a riqueza singular de Tiradentes, São João del Rei e Bichinho já nos aguardam. Minas Gerais nos espera de braços abertos, cheia de histórias profundas, memórias afetivas e muita, muita arquitetura colonial barroca para nos deslumbrar.
Um forte abraço e até a próxima.


















































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































































Fiz parte dessa viagem maravilhosa, enriqueci muito meus conhecimentos de cultura e arquitetura, obrigada a todos pelo carinho e cuidado para que tudo acontecesse como previsto.Parabéns!
Essas viagens são espetaculares, não só pelos lugares visitados e pelo conhecimento agregado, mas, pela simpatia dos integrantes do grupo e, claro, pelo Marcelo, sempre incansável e atencioso para com todos.
Mas o que também conta para o sucesso de cada experiência são pequenas ocorrências ou algum perrengue que nos marcam para sempre: o sol batendo no mar em São Francisco do Sul durante nosso almoço; a folha seca da palmeira que caiu chegando a roçar o cabelo da Ariane e o alívio de todos que estavam presentes no momento do episódio; as pérolas do Davi, como esquecer das pérolas do Davi! E a deliciosa garapa com limão depois do passeio de trator na fazenda? E as brincadeiras no biergarten?…
Ser Caminhos da Arquitetura é estar em sintonia com vivência local, além dos amigos presentes, literalmente vivenciar a vida de forma que flui.
Um lindo passeio! Foram muitas coisas para lembrar e aprender. Obrigada Marcelo, por mais esta oportunidade! Todo o grupo muito lindo! Muito obrigada pela companhia e gentilezas! Muito bom, tudo! obs.: que venham mais! .. e que eu possa ir junto
Que viagem incrivel com amigos, vivemos intensamente um novo caminho em Joinville d São Chico . Amei...